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Nenhum
vento ajuda a um barco sem rumo, sem leme, sem direção.
Caminhar à luz de uma estrela é fundamental.
Estrela-guia. Estrela-conforto. Estrela, sinônimo
de um ideal na caminhada do dia-a-dia.
Cada
vez me convenço mais: precisamos todos de um
projeto-vida para navegar com maior firmeza e decisão,
seguindo em frente à luz de um objetivo que aglutine
as forças dispersas do nosso eu. Necessitamos
urgentemente de um projeto-vida pessoal, exatamente
porque o mundo à nossa volta caminha caoticamente,
meio bêbado e cambaleante.
Para não encalharmos nas areias da descrença
e do ceticismo, cabe-nos acionar os remos da fé,
da perseverança, do bom senso e da coragem. Munindo-nos
de muita paciência para com nós mesmos
e para com os irmãos de travessias.
Sem projeto, viramos ventoinhas, borboletas. Sem farol,
dentro da noite, os barcos se perdem. Sem bússola,
os navios se desnorteiam. Sem determinação,
muitos talentos se desperdiçam, muitos ideais
fenecem. E o mundo melhor se distancia.
Crescimento e realização não caem
do céu, não brotam do chão das
boas intenções por um toque de mágica.
Os louros da vitória costumam frutificar apenas
em mãos laboriosas, em frontes banhadas pelo
suor do esforço e da perseverança. As
improvisações de quem deixa o barco correr
repetem a figueira estéril. Árvore cheia
de folhas, vazias de frutos.
Viver é plantar e construir. Viver é enfunar
as velas do cotidiano com o vento da motivação.
Navio motivado segue em frente, apesar dos problemas,
dos percalços das turbulências ou tempestades.
Há um provérbio indiano que diz: O que
se faz num dia é a semente de felicidade para
o dia seguinte.
Nada como um dia após o outro. Hoje plantamos,
amanhã colhemos: luzes ou trevas, triunfos ou
derrotas, amigos ou desafetos... de acordo com o plantio
de nossos atos, das nossas ações. Sementes
jogadas na terra hoje, garantia de felicidade amanhã.
Um projeto, por mínimo que seja, confere um sentido
mais profundo à nossa vida pessoal e profissional.
Os nossos constroem com sabedoria, no tempo, para colher
o prêmio imorredouro na eternidade. Podemos e
devemos ser santos e sábios também.
(A força de um ideal - Pe. Roque Schneider)
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